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ABADOC - Associação Beneficente de Amparo a Doentes de Câncer
 
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HISTÓRIA DA ABADOC


A ABADOC – Associação Beneficente de Amparo à Doentes de Câncer é uma entidade sem fins lucrativos, de Utilidade Pública Federal (Portaria 836/03) e Municipal de São Paulo (44.782/04) e assiste há 25 anos pacientes carentes oriundos de hospitais públicos, principalmente do Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com a doação de medicamentos oncológicos e complementares não supridos gratuitamente por órgãos públicos enquanto há falta desses, assim como cestas básicas, alimentação especial (para os que têm câncer na região da garganta e que não podem engolir alimentos sólidos necessitando sondas gástricas ou nasogástricas), cateteres para administração de quimioterapia, bolsas de colostomia, entre outros.

Ela foi fundada em 10/10/1984, após o Sr. Aristide Penna, o pai da Maria de Lourdes (Lourdinha), ter falecido de câncer de pulmão e ela ter presenciado a dificuldade que então existia e ainda existe para as pessoas pobres no tratamento da doença e na obtenção dos medicamentos gratuitos para câncer quando o paciente não se encontra internado. Ela recebeu uma doação correspondente ao que hoje seriam uns R$ 500,00 do Sr. Macorin, um amigo da família, uma semana após a morte do pai, ao que tentou não receber, mas este insistiu dizendo, de forma enigmática, que seria de valia no futuro. Ao comentar esse episódio com seu então namorado, Edson Souza, dizendo a ele que pretendia doar a quantia aos que estivessem no hospital, este lhe sugeriu que ao invés disso, fosse criada uma instituição com CGC e com a adesão de pessoas que se solidarizassem, para que o dinheiro e principalmente e ação de ajudar, não desaparecesse após o término desses fundos iniciais, mas se perpetuasse com novas doações e contribuições recebidas.

E assim foi feito. Com a ajuda de um advogado amigo da família, Dr. Hermógenes, à partir de um estatuto adaptado de um clube de futebol, a ABADOC foi registrada no CGC sob número 53.836.896/0001-00, inicialmente com sede na casa da Lourdinha. Com o dinheiro foram compradas algumas caixas de Nolvadex, na época, em contínua falta nos postos e hospitais, e um número correspondente de vales-medicamento foram emitidos para que, sempre que os médicos que estavam com eles no começo, Renan e Urias, se deparassem com uma consulta a um paciente carente que necessitasse desses remédios, eles dessem um ou mais desses vales medicamentos, que seriam retirados pelos pacientes na casa da Lourdinha. No verso desses vales-medicamento, tinha uma mapinha como chegar lá.

O Edson aprendeu a fazer contabilidade e fez os primeiros balanços da ABADOC. Outros fundadores atuantes como a Cida, o Flávio, a Dna. Lourdes (mãe da Lourdinha), a Rosalia, todos se empenharam em divulgar a ABADOC e fazer crescer a entidade.

Depois de um tempo, a ABADOC se mudou para a Rua Dr. Ulpiano da Costa Manso, 385, no Jardim Peri-Peri, numa casinha que foi gentilmente cedida pelo Sr. Hildebrando da Construtora Independência. Ficaram lá por 10 anos. Nesse período a ABADOC se organizou melhor e passou a contar com a inestimável ajuda das assistentes sociais dos hospitais para uma triagem prévia dos pacientes com respeito à sua real carência familiar. Nessa época atendiam a cerca de 50 pacientes por mês.

A certa altura, receberam um paciente, o Rodriguinho, que tinha câncer nos testículos, e precisava tomar 5 ampolas de Tacsol 100, que custava, cada ampola, à época R$ 750,00 e a ABADOC não tinha tais recursos.

Mas, por uma coincidência (?), a casinha vizinha da ABADOC no mesmo terreno, que era ocupada por um inquilino do Sr. Hildebrando, vagou e por coincidência (?) a ABADOC recebeu na época várias doações de roupas que, mesmo depois de distribuídas aos pacientes, sobraram. Pediram então ao Sr. Hildebrando se poderiam ocupar aquela outra casinha para fazer um brechó beneficente por pouco tempo, podendo os interessados em alugar a casa a continuar visitando-a, que logo seria desocupada.

Pois bem, foi um sucesso, não só venderam todas as roupas, como também receberam mais doações. No final o tratamento do Rodriguinho foi integralmente pago pela ABADOC!! Não conseguiam mais fechar o brechó, pois os clientes voltavam sempre, assim como as doações.

A ABADOC percebeu que muitos clientes do Brechó eram pessoas simples da periferia, funcionários humildes da região e donas de casa, e que conseguiam, com pouco dinheiro, adquirir produtos usados em bom estado, muitas vezes de grifes caras, que jamais teriam condições de comprar se fossem novos. Assim, a ABADOC acabou ajudando essas pessoas a resgatarem um pouco de sua dignidade ao facilitar a compra de bons artigos a preços módicos e até realizar seus sonhos de consumo, e com isso esses clientes ajudando a ABADOC a assistir os doentes de câncer.

Foi uma bênção o advento do brechó, pois as contribuições recebidas em dinheiro não aumentavam como aumentavam as doações de medicamentos, alimentos, cateteres e outros.

A ABADOC ficou neste local até 2003 quando inaugurou sua sede própria, novamente com a inestimável ajuda do Sr. Hildebrando, que doou à ABADOC duas casinhas geminadas que estavam bem judiadas e que foram reformadas com a ajuda do pessoal da construtora Leister e Fonseca, do Raya e Roberto.

A nova sede, localizada à Rua Edson Bona, 208, jardim Peri-Peri, com mais espaço, pôde receber os pacientes com mais conforto, proporcionando café da manhã, palestra de cunho motivacional enquanto aguardam o atendimento individual e com muito carinho. Os pacientes, além do medicamento, também recebem uma cesta básica feita com muito esmero e que contempla também o número de pessoas residentes na casa do paciente. Também se há crianças, a ABADOC capricha nos pacotes de bolacha.

Em 2005 a ABADOC adquiriu uma Perua Kombi com capacidade para 8 pessoas para transportar, ida e volta, os pacientes entre o ICAVC – Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho e ABADOC, pois muitos deles têm dificuldade de andar e além disso saem da ABADOC carregados com cestas básicas, e esse transporte muito lhes alivia a carga física.

Neste período e até o momento, a ABADOC tem tido grandes desafios porque o número de pacientes só aumenta. Por outro lado, seus voluntários têm testemunhado também a solidariedade, pois sempre se deparam com pessoas de coração generoso como a Marlene do Instituto Vivência, a Dra. Renata Vilhena, o Escritório contábil Almeida Mendes, A Maçonaria, a Bauducco, Ação Solidária Contra o Câncer Infantil e outros tantos anônimos que regularmente ajudam, além de dos próprios inestimáveis voluntários.

Em 2008, a ABADOC recebeu a doação de uma Ducato zero km do Pró-Vida, com capacidade de 16 pessoas, a qual substituiu a antiga Kombi e que também sai da Santa Casa toda 2ª. Feira e 5ª. Feira às 9:00 horas da manhã para transportar os pacientes.

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A ABADOC, até 2008, já fez mais de 15.000 doações de medicamentos além de uma incontável quantidade de cestas básicas e outros artigos.

Atualmente conta com 25 voluntários e atende a 130 pacientes por mês e não mede esforços para atender a todos os pacientes que lhes chega.

 
 
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